A maquiagem pode ser uma grande aliada para realçar a beleza em qualquer fase da vida, mas alguns hábitos que funcionavam muito bem anos atrás podem não produzir o mesmo efeito atualmente. Para mulheres com mais de 40 anos, pequenos ajustes na maneira de aplicar sombras, lápis e máscara de cílios podem ajudar a conquistar uma aparência mais natural, com olhos visualmente mais abertos e iluminados.
É o que explica a maquiadora profissional Clara Cervera, que compartilhou orientações para valorizar a expressão sem esconder os traços naturais do rosto. Em informações publicadas pelo portal de Sevilla, ABC, a especialista chama a atenção para erros comuns na maquiagem dos olhos e ensina como evitá-los.
A recomendação é repensar algumas técnicas tradicionais e entender que a quantidade de produto não é o único fator determinante para um bom resultado. A posição da sombra e a maneira de contornar os olhos também fazem diferença.
Um dos principais alertas de Clara Cervera diz respeito à aplicação da sombra nas pálpebras. Segundo a maquiadora, tanto o excesso quanto a escolha inadequada do local para concentrar a cor podem prejudicar o resultado desejado.
"Muita sombra pode acrescentar anos à sua aparência, mas pouca sombra, aplicada no lugar errado, também", afirma a profissional, em declaração reproduzida pelo veículo de Sevilla.
Para evitar que os olhos pareçam menores, cansados ou caídos, a especialista recomenda começar com uma sombra de tonalidade natural em toda a pálpebra, espalhando o produto em direção ascendente. A técnica ajuda a criar a impressão de um olhar mais aberto e luminoso.
Na sequência, a orientação é utilizar uma sombra mais escura de maneira estratégica. Com um pincel de ponta fina, a cor deve ser aplicada a partir da metade da pálpebra em direção à parte externa, sem ultrapassar o centro do olho na região inferior.
Quem gosta de combinar diferentes tonalidades também precisa prestar atenção à intensidade das cores e à região em que elas são aplicadas.
De acordo com Clara Cervera, se a maquiagem incluir uma segunda sombra, o ideal é evitar um tom extremamente escuro ou concentrar o produto apenas no côncavo, a região entre a pálpebra móvel e a parte superior do olho.
A maquiadora alerta que essa escolha pode acentuar a impressão de profundidade e o aspecto de queda da região dos olhos. Por isso, a proposta não é abandonar as sombras escuras, mas utilizá-las com equilíbrio e na posição adequada.
O objetivo é valorizar o formato dos olhos sem criar um contraste que destaque justamente os aspectos que se deseja suavizar. Para isso, a aplicação gradual das cores pode ser uma alternativa para quem busca um resultado discreto e harmonioso.
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A maneira de contornar os olhos também merece atenção. Embora o delineado seja um recurso bastante utilizado para destacar o olhar, a técnica precisa acompanhar o efeito que se deseja alcançar.
A orientação de Clara Cervera é reforçar o contorno com um lápis de longa duração ou uma sombra escura, mas sem desenhar um puxadinho para fora e sem ultrapassar o centro do olho na aplicação indicada pela profissional.
A especialista recomenda contornar o olhar com um lápis resistente ou uma sombra escura, levando a cor da região da pupila até o canto externo dos olhos.
Segundo a maquiadora, esse pequeno ajuste ajuda a alongar visualmente os olhos e suavizar a aparência de queda natural associada à passagem do tempo. A ideia é adaptar a maquiagem às características atuais do rosto, em vez de repetir automaticamente o mesmo traçado usado há duas décadas.
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Depois de aplicar as sombras e reforçar o contorno, a recomendação é investir na máscara para cílios para completar a produção.
Clara Cervera sugere reforçar o lápis para aumentar a durabilidade da maquiagem e, em seguida, aplicar bastante máscara para cílios. Segundo ela, a combinação de sombra e lápis também ajuda a manter o resultado por mais tempo.
A maquiadora resume sua filosofia com um conselho: maquiar-se para realçar a beleza, e não para se esconder.
A mensagem reforça que a maquiagem não precisa servir para disfarçar os sinais do tempo. Pelo contrário, pode ser uma forma de destacar os traços de que cada mulher mais gosta, respeitando suas características e preferências pessoais.
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Além dos efeitos estéticos, o hábito de se maquiar pode ter um significado emocional. A reportagem da ABC também destaca a relação entre esse momento diante do espelho e o autocuidado.
A psicóloga clínica Lola Gómez, especializada em regulação emocional, explica à revista Semana que a maquiagem pode representar uma oportunidade de parar, olhar para si mesma e identificar o que é necessário para se sentir melhor.
Segundo a especialista, trata-se de um comportamento de autocuidado que pode ajudar a aliviar o desconforto emocional com o qual alguém começa o dia.
Assim, mais do que seguir regras rígidas ou abandonar técnicas antigas, a proposta é observar o que funciona melhor para cada rosto. Para mulheres com mais de 40 anos, repensar a aplicação da sombra, adaptar o contorno dos olhos e usar a máscara para cílios estrategicamente são algumas das sugestões de Clara Cervera para uma maquiagem que valorize a beleza sem esconder a própria identidade.